Depois que eu te estuprei, eles pensaram que eu estava morto, mas sobrevivi para fazê-los pagar, um por um.

Joaquín estava fugindo do seu passado tanto quanto ela estava perseguindo o dela. Quando voltou, carregava dois coelhos mortos e esfolados. Fez uma pequena fogueira entre as rochas, onde a fumaça não fosse vista, e assou a carne em silêncio. Carolina comeu com uma fome voraz, sentindo suas forças retornarem ao corpo. Joaquín mal tocou na comida.

“Amanhã”, disse ele finalmente, “vamos explorar o acampamento à distância. Preciso saber quantos são, quão armados estão e se sua irmã ainda está lá.” Carolina sentiu um nó na garganta. “E se ela não estiver lá?”, perguntou. “Então seguiremos o rastro. Mas ela precisa estar lá. O coiote não sai do acampamento assim; é o seu reduto.”

“Então o que vamos fazer? Entrar, só nós dois, contra 30 homens armados?” Joaquín olhou-a diretamente nos olhos. “Não, vamos esperar o momento certo e, quando chegar, entraremos rapidamente, tiraremos sua irmã de lá e sairemos antes que eles percebam. Isso é suicídio. Tudo isso é suicídio.” Joaquín recostou-se.

“Mas é o único plano que temos.” Carolina ficou acordada mais uma vez, encarando as brasas moribundas da fogueira, pensando em Maria, se perguntando se ela ainda estava viva, se ainda havia esperança. E pensando em Joaquin, nos segredos que ele guardava, nas sombras que via em seus olhos, toda vez que ele falava do coiote, algo não fazia sentido. E Carolina sabia disso, mas não tinha tempo para descobrir o quê.

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